O capotamento de um carro por volta das 20 horas deste domingo (17), na CE-293 no município de Milagres, deixou o saldo de uma jovem morta e duas feridas. A professora da rede estadual de ensino Maria Socorro Rodrigues Alves, de 29 anos, natural de Juazeiro do Norte, morreu no local do acidente. Ela ensinava na Escola Dona Carlota Távora que funciona no centro de Araripe e residia na Rua Delfino José (Distrito de Brejinho) naquele município.

Os três ocupantes de um veículo Hyundai HB20 de cor branca e placas POK-3639 retornavam de Fortaleza, onde foram curtir o feriadão da Proclamação da República. O capotamento aconteceu nas imediações do Distrito do Rosário quando o motorista e também professor Joelson dos Santos Fernandes, de 27 anos, residente na Rua Abel Mota (Bairro Zé Dodô) em Assaré, perdeu o controle de direção e o veículo capotou no acostamento da rodovia estadual.

O outro ocupante do carro era o psicólogo Cicero Emanuel Dias Ferreira, de 27 anos, que reside na Rua Coronel Raimundo Lobo no centro de Assaré. Os dois jovens foram socorridos pelo SAMU ao Hospital Geral de Brejo Santo, enquanto o rabecão recolheu o corpo de Maria Socorro a fim de ser necropsiado na Perícia Forense de Juazeiro.

(Fonte: Site Miséria)

Campanha de vacinação antirrábica contribui para evitar proliferação da doençaFoto: José Leomar.

Ministério da Saúde explicou que o reduzido estoque de soro antirrábico se deve a problemas na produção. Atualmente, de três fornecedores de soro antirrábico ao SUS, apenas o Instituto Butantan está com a fabricação mantida

Uma das estratégias de prevenção da raiva após suspeita de exposição ao vírus, o soro antirrábico tem registrado baixos estoques no País e levado estados a reforçar o alerta sobre o uso racional do produto.
Secretarias estaduais de saúde de sete estados, entre dez procurados pela reportagem, confirmam os baixos estoques. São eles: Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. Já Goiás, Amazonas e Pará informaram possuirem estoques estratégicos e soros em quantidade suficiente.
A situação tem levado estados com menor volume de soros a adotarem medidas e reforçar a profissionais de saúde a necessidade de observar protocolos de indicação do produto, na tentativa de evitar falta em casos de acidentes graves.
O Ceará informou ao Ministério sobre o "cenário crítico" e elaborou notas técnicas para apresentar aos municípios as formas de prevenção e as maneiras de otimizar o uso. Em São Paulo, a secretaria estadual de saúde diz que o envio "tem sido irregular e em quantidade insuficiente". De 2.500 ampolas solicitadas em outubro, só 29% foram entregues - do total, 40 doses inicialmente e o restante até o fim do mês.
Questionado, o Ministério da Saúde diz que o baixo estoque de soro antirrábico está relacionado a entraves na produção. De três fornecedores do produto ao SUS, apenas o Instituto Butantan está com a fabricação mantida.
Problema antigo
Segundo o Ministério, o problema ocorre desde 2015, e voltou a registrar alerta nos últimos meses. Em documento, a Pasta ressaltou que, diante da escassez, vem enviando para distribuição aos estados "cerca de 10% do quantitativo necessário".
Há locais que disseram ter recebido até 30% das doses solicitadas em outubro. Historicamente, a média de envio mensal do soro aos estados tem sido 12.000 ampolas. Atualmente, a Pasta diz ter 5.000 frascos em seu estoque.
Mordida
Em geral, o soro antirrábico é utilizado em conjunto com a vacina nos casos em que uma pessoa é mordida ou ferida de forma grave por um animal suspeito e há maior risco de adquirir a doença.
A indicação depende do tipo de exposição e das condições do animal agressor. Entre os critérios, está a ocorrência de ferimentos mais profundos, lesões em partes do corpo de maior circulação sanguínea e se há possibilidade ou não de monitorar o animal, por exemplo.
"O soro é utilizado toda vez que tem uma agressão grave ou que não conhece o animal, não sabe o status vacinal dele e não se tem como observá-lo", explica Rita Medeiros, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia e professora da UFPA (Universidade Federal do Pará).
Segundo ela, a maioria das demandas no País tem sido devido a agressões por cães quando há algum desses critérios - nos demais, a indicação é apenas a vacina.
Ela cita ainda a indicação em caso de agressão por animais silvestres, como morcegos, que respondem pela maioria dos registros de raiva humana nos últimos anos. O objetivo é produzir anticorpos no local do ferimento, como forma de controle rápido do vírus. Isso ocorre porque a doença, que causa encefalite (inflamação do cérebro), tem letalidade de quase 100% - daí a importância de prevenção.

DN


Uma chuva de 130 milímetros, na madrugada do dia 4 de abril, fez o canal do Rio Granjeiro, no Crato, transbordar mais uma vez. Parte do asfalto da Avenida José Alves de Figueiredo, às margens da estrutura, também foi destruída pela forte correnteza.


Os problemas com o “canal do medo”, como ficou conhecido e que corta o Centro da cidade, são recorrentes. Precipitações mais fortes fazem a água invadir casas, comércio e até arrastar veículos.

Após a quadra chuvosa, foram feitas obras de reconstrução, mas a população cratense, vendo o período da pré-estação se aproximar novamente, teme novos incidentes. “Quando chove, ninguém dorme aqui em casa”, conta a aposentada Socorro Oliveira.

O professor Paulo Roberto Lacerda, doutor em Recursos Hídricos, observa que o aumento da urbanização, sobretudo no sopé da Chapada do Araripe, tem causado a impermeabilização do solo. “A água vai para o montante da bacia na parte mais alta e escoa rapidamente para o rio”, detalha. A própria modificação do trajeto natural do Rio Granjeiro pode explicar os casos de transbordamento. “O canal tem algumas características hidráulicas que não são mais adequadas”, complementa.
Medidas Após a quadra invernosa, a Secretaria de Infraestrutura do Crato (Seinfra) iniciou a recuperação da parede do canal que entrou em colapso pela erosão. Ao todo, foram gastos R$ 1,49 milhão, que contemplou também a reestruturação da Avenida José Alves de Figueiredo. Mas, nem todos os problemas foram solucionados.
Deste modo, a Pasta assinou um contrato de R$ 1,6 milhão para a restauração das vias e do canal com duração de seis meses, mas que poderá ser prorrogado por igual período.
“Faremos uma vistoria, checando onde o concreto já não existe mais ou há possibilidade de infiltrações”, explica o titular da Seinfra, Carlos Andson Paiva. Paralelo a isso, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Territorial (Semadt) tem executado, regularmente, a limpeza do canal.
A mais recente deve ser concluída em duas semanas. Ao logo do ano, este serviço é feito quatro vezes. “São mais de 20 homens fazendo o desassoreamento das áreas internas e retirada de mato”, explica o secretário Brito Júnior.

Além disso, são feitas campanhas educativas para que os moradores do entorno não joguem lixo. Outra ação é a coleta três vezes ao dia na Avenida José Alves de Figueiredo.

Em 2011, a Secretaria de Infraestrutura de Crato já fazia estudos preliminares para solucionar os sucessivos casos de transbordamento.

Na época, foram detectadas duas necessidades: criar barragem de amortecimento para diminuir a velocidade da água e reconstruir todo o canal em concreto, triplicando a vazão atual.

Agora, segundo o secretário Carlos Andson, a Pasta enxerga outra alternativa: criar um desvio, através de sifões, para levar a água do Rio Granjeiro até o Rio Batateira. “São saídas que têm um grande custo”, ressalta.
Estudo A Seinfra iniciou um estudo topográfico que “será concluído em breve”. Além disso, a Prefeitura está mantendo um diálogo com o Governo do Estado para executar um projeto. “É praticamente impossível a gestão municipal tocar isso com recursos próprios”, enfatiza Carlos. “Enquanto não há um projeto, qualquer valor estipulado seria mera especulação”, completa.            
            (Diário do Nordeste)


2020 é ano de eleições municipais no Brasil. Por conta disso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu representantes do GoogleFacebookWhatsApp e Twitter para discutir estratégias de combate a informações e notícias falsas durante o período eleitoral.


Os encontros não foram meras formalidades. Em outubro, as quatro plataformas aderiram ao Programa de Enfrentamento à Desinformação do TSE, que visa justamente evitar que redes sociais e serviços de mensagens instantâneas sejam usadas para disseminação de informações falsas com fins políticos.

De acordo com o TSE, Google, Facebook (também representando o WhatsApp) e Twitter "se comprometeram a atuar ativamente para desestimular ações de proliferação de informações falsas e aprimorar ferramentas de verificação de eventuais práticas de disseminação de desinformação".

O órgão também explica que as reuniões — todas realizadas na segunda-feira (11) — foram uma forma de o TSE conhecer melhor o funcionamento de cada plataforma e, assim, saber o que pode ou não ser feito para combater a desinformação.

Também é de se esperar que o TSE possa se comunicar com essas empresas mais rapidamente sempre que a situação exigir.

Nas reuniões, cada companhia descreveu as medidas que já são ou serão adotadas para combater fake news e uso indevido de suas plataformas no período eleitoral. Resumidamente, são estas:

Google: a empresa fala em implementar algoritmos que priorizam informações publicadas nas páginas oficiais da Justiça Eleitoral ou em veículos de imprensa confiáveis, além da possibilidade de criar uma área específica nas páginas de resultados com informações eleitorais;

Facebook: a companhia destacou as ações que já foram realizadas ou estão em andamento, como remoção de contas falsas, parcerias com agências de checagem de notícias e adoção de um sistema automatizado de remoção de conteúdo irregular;

WhatsApp: por meio de seu diretor de políticas públicas, Pablo Bello, o WhatsApp explicou que não pode fazer moderação de conteúdo por ser um serviço com criptografia de ponta a ponta, mas destacou medidas como a que bloqueia encaminhamento em massa de mensagens e a função que impede que usuários sejam incluídos em grupos sem autorização prévia;

Twitter: a rede social também destacou que estabeleceu parcerias com agências de checagem de notícias e se comprometeu a dar treinamento para assessorias de Comunicação da Justiça Eleitoral sobre o funcionamento de sua plataforma.

Com informações: TSE.

Maysa Marques Mussi, de 27 anos, é a segunda vítima da queda de um avião bimotor no município de Maraú, na Bahia.
Maysa tinha apenas 27 anos. | Reprodução/Facebook
A informação foi confirmada por meio de nota pela Sesab (Secretaria de Saúde do estado da Bahia). Mussi estava internada no Hospital do Subúrbio e foi transferida na tarde deste sábado (16) para o Hospital Geral do Estado, onde morreu por volta das 21h30.

Maysa Mussi é irmã da jornalista e relações públicas Marcela Brandão Elias, 37, nora do decorador Jorge Elias e primeira vítima fatal do acidente. Ela também é casada com Eduardo Mussi, irmão do deputado federal licenciado Guilherme Mussi (PP-SP).
Ainda de acordo com a Secretaria, as oito vítimas permanecem internadas no Hospital Geral do Estado. A pasta não informou o estado de saúde dos sobreviventes.
O jatinho caiu por volta das 14h desta quinta (14) ao tentar pousar na pista de um resort de luxo no distrito de Barra Grande, em Maraú. Ele havia saído de São Paulo.
Além de Maysa e Marcela estavam a bordo do jatinho: Eduardo Elias (marido de Marcela), Eduardo (filho de 6 anos do casal), Marcelo Constantino (neto do empresário Nenê Constantino, fundador da Gol), Tuka Rocha (ex-piloto de Stock Car), Eduardo Mussi, Marie Cavelan, Fernando Oliveira e Aires Napoleão Guerra (piloto da aeronave).
Os passageiros, segundo informações da prefeitura, foram socorridos por funcionários do resort, que passa por uma reforma e não está em funcionamento.
Segundo informações da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o avião é um bimotor Cessna AirCraft, de prefixo PT-LTJ, modelo 550, fabricado em 1981, que está registrado em nome do banqueiro José João Abdalla Filho.
A Polícia Civil afirmou, em nota, que o acidente é investigado pela DT (Delegacia Territorial) de Maraú e pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), da Aeronáutica. A DT solicitou perícia no local do acidente e necropsia.
FOLHAPRESS

As comemorações do 3º Dia Mundial dos Pobres começaram neste domingo (17) com uma missa na Basílica do Vaticano, celebrada pelo papa Francisco. Na homilia, ele lembrou que os pobres facilitam o acesso ao céu”, e que devemos estar ao lado deles para aprender pois “são preciosos aos olhos de Deus, porque não falam a linguagem do eu”.
Reprodução
O papa agradeceu a todos aqueles que, nas dioceses e paróquias de todo o mundo, promovem iniciativas de solidariedade para dar esperança concreta às pessoas mais desfavorecidas. Também pediu orações pela sua próxima viagem à Tailândia e ao Japão, que começa na próxima terça-feira (19) e vai até o dia 26.
O papa almoçou na Sala Paulo VI com cerca de 1.500 pessoas necessitadas, para testemunhar a "atenção que nunca deve faltar a esses irmãos e irmãs”.
O almoço para os pobres foi servido por 50 voluntários e colaboradores de associações de voluntariado. O menu oferecido pelo papa era composto por lasanha, picadinho de frango com creme de cogumelos, batata assada, sobremesa, frutas e café.
(Agência Brasil) 

Depois de participar da Executiva Nacional do PT, em Salvador, na Bahia, o ex-presidente Lula, compartilhou dois cliques com os seguidores, através de suas redes sociais. Neles, Lula aparece tomando banho de mar, e comemorando a saída da prisão.

Veja!
Na legenda Lula diz: Reencontro com a liberdade. De Lula e do Brasil. 
O político passa o feriado no litoral baiano desde quinta-feira (14) cumprindo agenda de compromissos ligados ao partido.
Os seguidores e admiradores de Lula ficaram enlouquecidos com os cliques. 
Terra

Relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) aponta que o governo Jair Bolsonaro (PSL) mudou a lógica de distribuição de verbas publicitárias para TVs abertas ao destinar os maiores percentuais de recursos para Record e SBT -emissoras consideradas aliadas ao Planalto, mas que não são líderes de audiência.
O presidente estaria priorizando as emissoras concorrentes da carioca que permanece líder isolada em audiência | Reprodução
Embora seja a mais assistida do país, a Globo tem agora participação no bolo bem menor que a das duas concorrentes, o que não se verificava no passado, segundo o tribunal.
Desde a campanha eleitoral, a Globo tem sido alvo de recorrentes ataques do presidente, que reclama da cobertura de seus programas jornalísticos. No fim de outubro, por exemplo, após reportagem que vinculou seu nome ao caso do assassinato da vereadora Marielle Franco, ele pôs em dúvida a renovação da concessão da TV em 2022.
O TCU requereu à Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência) as planilhas de valores pagos, via agências de publicidade, para as três TVs, e compilou os dados.
O objetivo foi subsidiar processo aberto a partir de representação do Ministério Público de Contas para analisar se recursos estão sendo distribuídos com critérios políticos, favorecendo Record e SBT.
Os dados indicaram uma inversão de tendência. Até o ano passado, a Globo recebia valores mais próximos do seu share, ou seja, da participação em audiência no total de emissoras ligadas.
Em 2017, ficou com 48,5% dos recursos e, em 2018, 39,1%. Neste ano, com base em dados parciais, a fatia despencou para 16,3%. Os percentuais da Record foram de 26,6% em 2017, 31,1% em 2018 e, agora, 42,6%; os do SBT, 24,8%, 29,6% e 41%, respectivamente.
No relatório, concluído em 31 de outubro, os técnicos do TCU dizem ser necessário aferir se a "mudança de comportamento" do governo esteve amparada em critérios "objetivos e isonômicos".
A publicidade no governo federal é disciplinada por uma instrução normativa do ano passado, que prevê a audiência como um critério para a compra de mídia, mas não o único. Também são levadas em conta outras características das emissoras, como o seu perfil e alcance no país, além dos segmentos da população que atingem. Normalmente, as agências se baseiam em dados da Kantar Ibope para definir o rateio. Segundo dados do instituto, entre janeiro e outubro deste ano a Globo tem 33,1% do público da TV, contra 14,5% do SBT e 13,1% da Record. Os dados se referem às 15 principais regiões metropolitanas.
Em oito campanhas dos dois últimos anos, a Globo sempre teve participação majoritária, com share entre 37% e 57%. Já as duas concorrentes variaram entre 10% e 24%.
Na corrida presidencial em 2018, o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da Record, manifestou apoio a Bolsonaro, o que se seguiu de outros afagos após a posse.
Em setembro, o presidente visitou o Templo de Salomão, sede da Universal em São Paulo, foi elogiado e abençoado por Macedo. Dias depois, recebeu o bispo e o empresário Silvio Santos, dono do SBT, no palanque da parada de Sete de Setembro em Brasília.
Bolsonaro e seus filhos têm priorizado as duas TVs em aparições e viraram convidados rotineiros em seus programas mais populares.
Neste ano, segundo os dados obtidos pelo TCU e atualizados até junho, o governo destinou R$ 16,1 milhões às três TVs. O grosso desses recursos (R$ 15,3 milhões) refere-se à campanha sobre a reforma da Previdência. O plano de mídia, documento que traçou as estratégias da ação publicitária, diz que a distribuição se deu "conforme o share de audiência e respeitou as negociações para que a campanha possa ser vista de forma mais ampla".
A Globo teve 18,1% da verba da campanha, a Record ficou com 44,5% e o SBT, com 37,4%. Os dados de referência do Ibope, segundo o TCU, mostravam que Record e SBT detinham, cada uma, cerca de um quinto da audiência das TVs abertas naquele momento.
Houve também ações de merchandising, e a Globo ficou de fora. Foram contemplados programas para os quais Bolsonaro dá entrevistas recorrentes, defendendo medidas de sua gestão, como os dos apresentadores Ratinho (SBT) e Datena (Band).
A reportagem levantou no site da Secom os pagamentos para os três grupos televisivos, referentes às mais diversas campanhas, entre 1º de janeiro e esta segunda-feira (11). A mesma tendência se mantém. A Globo havia sido contemplada com R$ 10,5 milhões, o SBT com R$ 16,3 milhões e a Record com R$ 19,7 milhões. Com base nas constatações, os auditores do TCU querem que, em 15 dias, a Secom apresente critérios "técnicos e objetivos" que justifiquem a distribuição de anúncios da Previdência. Também reclamam as razões de escolha dos programas para merchandising.
A decisão sobre essas providências será tomada pelo relator do processo no TCU, ministro Vital do Rêgo. Em 2019, as despesas da Secom com fornecedores em publicidade, em diversos meios de comunicação, totalizavam R$ 140,7 milhões até 11 de novembro. Nos dez anos anteriores, em valores atualizados pela inflação, esse patamar variou entre R$ 156,4 milhões e R$ 280,9 milhões, considerandos os 12 meses de cada ano. Após se eleger, em 2018, Bolsonaro disse que os gastos com propaganda estatal cairiam ainda mais em 2020.
OUTRO LADO
Procurada pela reportagem, a Secom informou, em nota, que os critérios de seleção de veículos nas ações publicitárias "dependem dos objetivos de campanha e não necessariamente são representados pelos índices de participação de audiência, visto se tratar de informação modulada a partir do público-alvo a ser impactado com a publicidade e da cobertura geográfica".
Além dos índices de audiência, segundo a Secom, são observadas variáveis como "afinidade, perfil e segmentação de público e relação custo-benefício, entre outros".
Questionada sobre qual é o interesse público em destinar mais recursos a TVs menos vistas, o órgão afirmou que se vale de "um mix de meios de comunicação, além do princípio da economicidade previsto na Constituição Federal".
"Não é uma realidade a presunção de que utilizar o veículo de maior audiência é a melhor forma de investimento de comunicação", informa a nota do órgão.
A Secom negou ter havido orientação do presidente Jair Bolsonaro para mudar o rateio das verbas para as TVs abertas. Acrescentou que os valores pagos a uma emissora "são advindos de programações de mídia com objetivos de veiculação de conteúdos publicitários das campanhas de divulgação da Presidência".
FOLHAPRESS
Tecnologia do Blogger.