Casos de dengue e chikungunya têm redução no Ceará

Doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, a dengue e a chikungunya tiveram redução considerável no primeiro mês deste ano se comparado ao mesmo período do ano passado. Segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), em janeiro de 2018 foram confirmados 52 casos dessas duas arboviroses. No mesmo período deste ano, foram 33, sinalizando uma diminuição de de 36,5%. Se forem considerados somente os casos de pacientes constatados com a chikungunya a redução é de 72%.

Vários fatores explicam a estatística. De acordo com Daniele Queiroz, coordenadora de Vigilância em Saúde da Sesa, arboviroses como chikungunya e zika têm um comportamento padrão. "As doenças vêm de tempos em tempos e acometem grande parte da população. Com isso, acabam se esgotando as pessoas suscetíveis à enfermidade", explica. É necessário um período entre dois e quatro anos para chegar a mais ocorrências das doenças.

Nos meses de janeiro de 2018 e 2019, no entanto, não foi confirmado nenhum caso de zika no Ceará, um dos estados mais atingidos pela epidemia de 2015, no período pós-Copa das Confederações. Enfermeira e epidemiologista, Daniele Queiroz afirma que ainda não se sabe porque o Brasil vem registrando números baixos da doença enquanto em todos os continentes houve uma segunda onda do zika vírus.

Em 2018, o Ceará registrou 3.679 casos de dengue. Destes, 25 graves e 11 óbitos. Houve 33 confirmados de zika, sendo quatro em gestantes. Em relação aos casos de chikungunya, o estado registrou 1.384, com um óbito.

Soldador do bairro Lagoa Redonda, Gilmar Pimentel de Sousa, 49, passou boa parte do mês de janeiro de 2018 com afastamento por atestado médico. Ele foi acometido pelo vírus da chikungunya e percebe as consequências da doença até hoje. "Sinto dores no pescoço e nas articulações. Na época da doença, eu trabalhava numa empresa e tinha uns 20 funcionários com a doença", conta.

Com a ocorrência de chuvas no Ceará, a Secretaria da Saúde vem reforçando a necessidade de evitar a proliferação do Aedes aegypti.

A orientação é manter os quintais sempre limpos, recolher, eliminar ou guardar longe da chuva todo objeto que possa acumular água, como pneus velhos, latas, recipientes plásticos, tampas de garrafas, copos descartáveis e até cascas de ovos. O lixo doméstico deve ser acondicionado em sacos plásticos e descartado adequadamente, em depósitos fechados, e colocados na rua somente no horário de coleta.

Depois da chuva, é recomendado fazer a vistoria no quintal e na casa para eliminar a água acumulada sobre lajes, calhas, tanques, pratinhos de vasos de planta.

O POVO
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