Ciro fará atos para defender voto no 'menos pior', diz Cid Gomes

Nesta quarta-feira (10), a Executiva do PDT Nacional e as bancadas eleitas para o Senado e a Câmara Federal vão se reunir em Brasília para discutir a sugestão de que o partido dê um “apoio crítico” a Haddad.

“Temos que demarcar uma posição muito clara de que Bolsonaro e Haddad são muito ruins para o Brasil. Mas o Bolsonaro é o terrível e o Haddad é o menos pior para o país. Daremos nossa opinião e faremos atos nossos, mas sem ter um papel de submissão à campanha”, pontua o senador eleito Cid Gomes.

Ciro participará da reunião e não deve sair para descansar e nem se desligar até o dia do segundo turno. Mas, após o segundo turno, deve voltar a cuidar de sua saúde. Na reta final da campanha, ele teve um problema na próstata e fez um procedimento simples no Hospital Sírio Libanês. Mas a equipe médica naquele momento alertou que provavelmente ele teria de retornar algum tempo depois para fazer um novo procedimento mais definitivo.

“Não faz sentido viajar, tirar férias agora. A gente não vai se omitir. Não vamos participar de decisões da campanha, mas temos que nos posicionar manifestando que Haddad é a alternativa menos gravosa”, avalia Cid.

O presidente do PDT, Carlos Lupi, defende que seja qual for o resultado das eleições, no próximo dia 28, Ciro adote a partir daí uma postura independente e de vigilância ao novo governo. O PDT acredita que o desempenho que obteve o coloca numa posição relevante como alternativa de centro-esquerda futuramente.

DETALHE
Cid Gomes, que sempre teve papel importante na articulação da campanha de Ciro, se encontrou nesta segunda-feira (8) com o novo coordenador da campanha de Haddad, Jaques Wagner, que também se elegeu senador, na Bahia, mas negou que tenham tratado da campanha de Haddad.
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