» » Após racha do PSDB na Câmara, Temer diz que "nós contra eles" não pode prevalecer

 

Em seu primeiro evento fora do Palácio do Planalto desde que a Câmara aprovou o arquivamento da denúncia por corrupção passiva, o presidente Michel Temer (PMDB) trocou elogios com o prefeito João Doria (PSDB) nesta segunda-feira (7) em São Paulo, em aparente tom de armistício com os tucanos --que racharam na votação no Congresso.

"Eu tenho um parceiro, um companheiro, alguém que entende os problemas do país", disse Temer. "Jamais vi o João dividindo pessoas."

Apostando no tom de conciliação, o presidente disse ser "inadmissível ver brasileiros contra brasileiros" e que "história do nós contra eles não pode prevalecer".

Temer e Doria se encontraram, na capital paulista, na cerimônia de assinatura de termo que repassa o Campo de Marte para a Prefeitura de São Paulo.

Além do presidente e do prefeito, participaram do evento os ministros Antônio Imbassahy (PSDB, Secretaria de Governo), Mendonça Filho (DEM, Educação), Raul Jungmann (PPS, Defesa) e Torquato Jardim (Justiça). Nem o presidente, nem seus ministros falaram com a imprensa. Em seu discurso, Temer também não fez menção ao resultado da votação na Câmara nem às reformas que estão na pauta do governo, como a da Previdência.

Apesar de, há algumas semanas, ter falado em saída gradual do PSDB do governo Temer, Doria elogiou o presidente dizendo que "sempre sua alma e sua índole foram pela conciliação". "É na base da conciliação que nós vamos fazer um novo Brasil", disse.

Com o presidente e os ministros em silêncio, Doria manteve o figurino de pacificador em conversa com jornalistas após o evento com Temer. Disse que "situações extremadas" não contribuem para o Brasil e a "confiança dos mercados".

"O Brasil precisa estar conciliado para votar as reformas no Congresso Nacional", disse o prefeito.

Doria evitou afirmar, no entanto, se o PSDB vai manter os cargos na administração Temer, onde ocupa quatro ministérios, e voltar a votar integralmente com o governo. Disse apenas que os ministros podem "continuar seu trabalho" e que o partido apoia as reformas.

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