» » » Busca por consultorias e poços cresce até 40%

FOTO: HONÓRIO BARBOSA
Não é de hoje que as épocas de seca no interior do Ceará fizeram emergir um mercado que, diante do cenário, procurou usar os ventos áridos do sertão em ser favor. Na Capital, que tem enfrentado racionamento devido à severa crise hídrica que o Estado atravessa, tem crescido a procura por serviços que ajudam na economia de água.
Um desses serviços é o prestado pela empresa do engenheiro Haroldo Barreira, proprietário da empresa Verde Acqua Engenharia, que atua auxiliando condomínios a economizarem água por meio de consultorias, acompanhamento e instalação de equipamentos específicos. Segundo Haroldo, a cobrança é feita da seguinte forma: 50% da economia atingida ao final de 24 meses vai para a empresa. "Os outros 50% seguem para o caixa do condomínio", explica.
A ideia de atuar na área começou quando ele, que antes trabalhava em uma empresa cuja proposta era ajudar na economia de energia, realizou um trabalho de consultoria para auxiliar um hospital na gestão hídrica. "A gente fez essa consultoria e conseguiu reduzir bastante nesse hospital, então eu comprei a empresa e começamos a oferecer esse serviço, focando em condomínios".
"O mínimo que a gente visualiza, de economia ao final do tempo de acompanhamento, é entre 25% e 30%", explica, ressaltando que, entre 2015 e 2016, houve 40% de alta na demanda. "Aumentou a demanda e também a urgência do cliente, por conta da tarifa de contingência", analisa.
Avanço
No ramo de poços artesianos, a procura já vem crescendo desde 2015. Segundo o proprietário da H2O Perfurações, Irapuã Arruda, a demanda cresceu em torno de 40% neste ano e deve ser ainda maior devido às determinações da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece).
Ele destaca que, com o crescimento da procura, surgiram empresas "piratas". "Tem ocorrido uma invasão grande de empresas 'piratas', que prejudicam quem trabalha direito e o cliente deve ter muito cuidado com isso", alerta, ressaltando que a prática ocorre muito em regiões no Interior do Estado.
Para a instalação de um poço, que em Fortaleza tem entre 80 e 100 metros de profundidade, o preço oscila de R$ 250 a R$ 350 o metro, dependendo da região. A perfuração em uma área urbana leva, em média, uma semana, segundo ele. "É um processo diferente do sertão, onde é possível 'descer um poço' em menos de quatro horas. Na cidade, por ser um solo argiloso, a perfuração é mais lenta", afirma.
Dados da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh-CE) mostram que o número de outorgas de obra de perfuração de poços no Ceará subiu 118,5% entre 2015 e 2016. Enquanto no ano passado foram 156 outorgas, sendo cinco em Fortaleza, o número, neste ano, saltou para 341, sendo oito na Capital.
Alto custo
O proprietário da CCA Poços, Anderson Nogueira, avalia que realmente ocorreu um aumento da procura em função da crise hídrica, mas que não houve efetivamente crescimento da demanda, conforme ele, devido à crise econômica. "As pessoas realmente têm procurado, mas não é todo mundo que pode pagar pelo serviço", conta.
Conforme Nogueira, o preço varia de acordo com o tipo de máquina utilizada para a perfuração do poço. No litoral e no Interior, por exemplo, são usadas máquinas diferentes. Em média, contudo, o preço de um poço de 50 metros de profundidade custa na faixa de R$ 14 mil para ser instalado.

Sobre Ivanildo Souza

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