» » Delegado afastado do cargo por suspeita de corrupção dispara um tiro na cabeça

O delegado de Polícia Civil, Romério Moreira de Almeida, tentou suicidar-se na manhã desta quinta-feira (26) em seu apartamento, no bairro Dionísio Torres. Neste momento, ele se encontra na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular.  O estado de saúde é gravíssimo. No dia anterior, Almeida foi afastado do cargo de titular do 34º DP (Centro), por ordem da Justiça, sob  suspeita de crime de corrupção. O pedido foi feito pelo Ministério Público estadual (MPE). O delegado teria disparado dois tiros contra si, sendo um no tórax e outro no ouvido direito.

Uma equipe do Samu foi acionada para ir ao edifício residencial onde o delegado reside com a família, na Rua Paula Ney, no bairro Dionísio Torres. De lá, ele foi encaminhado ao Hospital Gastroclínica. Em seguida, foi transferido para o  Instituto Doutor José Frota (IJF-Centro), onde uma equipe de neurocirurgiões deverá submetê-lo à procedimentos clínicos. A Polícia Civil ainda não se manifestou sobre o assunto.

Segundo o relato da equipe que fez o primeiro atendimento ao delegado, o quadro de saúde dele é estável.

De acordo com as investigações do Ministério Público Estadual, através do seu Núcleo de Investigação Criminal, e do grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o delegado Romério Almeida teria praticado crime de corrupção juntamente com o ex-policial civil (ex-escrivão) e advogado criminalista Hélio Nogueira Bernardino.

Corrupção

Os dois suspeitos foram alvos de uma ação policial batizada de “Operação Renault” realizada nesta quarta-feira (25). Mandados judiciais de busca e apreensão foram cumpridos nas residências dos investigados, além de diligências também no gabinete do delegado (no 34º DP ) e no escritório do advogado. A operação foi autorizada pelo juiz de Direito, Henrique Jorge Granja de Castro, atendendo a um requerimento do MP.

Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça revelaram que o delegado e o advogado receberiam a quantia de R$ 3 mil (R$ 1,5 mil para cada um) para liberar o carro apreendido em poder de um traficante identificado como Anderson Rodrigues da Costa, atualmente preso no Presídio da Cigana, em Caucaia, onde também foi feita uma busca na cela ocupada pelo detento.

Na manhã desta quarta-feira, o afastamento do delegado foi oficializado e confirmado pelo delegado-geral da Polícia Civil, Everardo Lima. A medida judicial tem o prazo de 60 dias.

Fonte: Ceará News 7

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