» » 17 assassinatos em Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha

FOTO: ANDRÉ COSTA
Já se aproximava da meia noite do último domingo (18), quando parte dos moradores do bairro Timbaúbas, neste município, distante 520 quilômetros de Fortaleza, tiveram o sono interrompido por uma intensa troca de tiros, nas proximidades de um bar, na Rua 22 de Julho. A ação criminosa, ainda sem identificação dos autores, deixou três mortos e quatro feridos.
Quase na mesma hora do triplo homicídio, um jovem de 15 anos era assassinado com dois tiros no bairro Frei Damião, também em Juazeiro do Norte. Ele ainda chegou a ser levado socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos. A onda de assassinato, no entanto, não se restringiu àquela noite. Em apenas 48 horas, entre a sexta-feira e o domingo, a cidade registrou 13 homicídios, de acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).
Nos municípios que completam o triângulo Crajubar (Crato,Juazeiro e Barbalha), também houve assassinatos nesse período. Foram três homicídios em Crato e um em Barbalha. Das 17 vítimas nos três maiores municípios do Cariri, apenas duas não respondiam a pelo menos um crime. De acordo com a Polícia Civil, "os inquéritos policiais sobre os homicídios estão sendo instaurados e as investigações sobre os casos prosseguem visando à elucidação dos fatos".

Em igual período, das 18 horas de sexta-feira e o fim da noite do domingo, a Capital e Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) registraram 15 homicídios, conforme dados não-consolidados disponibilizados no site da SSPDS.
A Polícia investiga ainda se as mortes que tiveram início após o assassinato do policial militar Djackson Araújo de Viveiros, 32, durante um assalto, possuem ligação. De acordo com o tenente- coronel Paulo Hermann, comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar (BPM), "os bandidos estariam aproveitando a morte do soldado Djackson para cometer a onda de crimes".
Medida
Diante da sequência de assassinatos, a SSPDS disse ter determinado às polícias Civil e Militar que o policiamento em Juazeiro do Norte e no entorno fosse reforçado. "Uma equipe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Fortaleza está sendo deslocada para dar apoio às investigações que vêm sendo realizadas pela DHPP de Juazeiro e as demais delegacias da região", informou, em nota, a Secretaria da Segurança. O policiamento ostensivo foi reforçado com o envio de tropas especiais que atuam na região. Como reposta aos crimes, equipes do Batalhão de Divisas que patrulham as fronteiras do Cariri foram deslocadas para o município de Juazeiro do Norte.
A área também recebeu homens do Comando Tático Rural (Cotar), do Batalhão de Policiamento e Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio), do Batalhão de Policiamento Rodoviário Estadual (BPRE) e do Batalhão de Polícia de Meio Ambiente (BPMA).
Ainda conforme a Secretaria da Segurança Pública, uma aeronave da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) já foi deslocada para a região, já que o helicóptero que atende na região está em manutenção programada.
Morte de PM
Dos suspeitos das 17 mortes, somente o homem que seria o autor do latrocínio que vitimou o soldado Djackson foi preso. Carlos David Freitas da Costa, de 23 anos, acabou capturado na tarde de domingo, no município do Cedro. Ele foi detido na companhia de um adolescente de 16 anos, após eles e outros dois suspeitos invadirem a residência de uma mulher e efetuarem disparos de arma de fogo no local.
Carlos David seria o autor dos tiros que matou o PM durante o roubo a uma topique que seguia em direção à cidade vizinha, Brejo Santo, na noite da última sexta. O militar, que havia saído do Destacamento do Crato, onde era lotado, ainda estava fardado quando dois homens armados em uma motocicleta anunciaram o assalto ao coletivo.
Na tentativa de impedir o crime, o agente sacou a arma, mas foi atingido por dois tiros na cabeça e morreu no local. O crime aconteceu no bairro Lagoa Seca, a poucos metros de uma Universidade. Carlos David já responde por homicídio, roubo e tráfico de drogas. Ele estava com um carro roubado e uma pistola calibre 380, que será periciada para saber se foi a arma utilizada contra o soldado Djakson Araújo. De acordo com a Polícia, ele teria se identificando com nome falso, mas logo os agentes perceberam a farsa. David foi autuado por violação de domicílio, identificação falsa, roubo, corrupção de menores, associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo.

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