Mandetta alerta que cresceu o número de brasileiros infringindo o isolamento social: ‘a saúde não aguentará’

Com várias medidas restritivas funcionando em boa parte do país há semanas, o Ministério da Saúde observou o crescimento de pessoas não respeitando o isolamento social em grandes centros urbanos. Um deles, mencionado pelo ministro Luiz Henrique Mandetta na coletiva desta quarta-feira (8), no Palácio do Planalto, foi o Rio de Janeiro.

Em Salvador, por exemplo, a situação não está diferente. As autoridades estão tendo dificuldades, sobretudo nos bairros mais populares, para evitar aglomerações. Pessoas se reúnem em bares, feiras, mercados e no meio da rua, contrariando as determinações dos governos estadual e municipal.

“Vejo que estamos começando a largar mão do isolamento em alguns centros urbanos. É preciso ter muito cuidado, se o número de pessoas doentes aumentar, não tem sistema [de saúde] que aguente. Os primeiros 100 casos aconteceram em 17 dias. Depois, forma sete dias para fazer mil e 14 dias pra fazer 10 mil. Isso porque não estamos testando todo mundo [...] Cada um precisa fazer a sua parte”, apontou Mandetta.

Ele destacou que o Ministério da Saúde não tem poder de polícia ou de mandar no destino das pessoas, apenas orienta a população. Mandetta ainda alertou para falsos profetas e crendices para curar as pessoas do coronavírus, pois o que deve ser seguido é a Ciência.

Com 800 mortos no país, o balanço do ministério mostrou que 77% das vítimas fatais tinham mais de 60 anos e 75% possuíam pelo menos um fator de risco. Mandetta lembrou que o isolamento social é um sacrifício necessário agora para que, daqui a alguns meses, a vida volte à normalidade.
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