Vasco tem clima de insatisfação com salários atrasados



Os jogadores do Vasco se reapresentaram na última quarta-feira (8) para o início da pré-temporada de 2020 e, embora cumprissem todo o cronograma, o grupo segue insatisfeito devido aos salários atrasados e pelas promessas não cumpridas da diretoria em quitar todos os débitos antes do término de 2019.
Os atletas seguem insatisfeitos devido aos salários atrasados e pelas promessas não cumpridas da diretoria em quitar todos os débitos antes do término de 2019. | Rafael Ribeiro/Vasco.
Mesmo quando ainda estavam de férias, alguns atletas demonstraram incômodo com a situação de maneira subliminar. O zagueiro Leandro Castan e o atacante Rossi, por exemplo, utilizaram suas contas no Instagram para postar uma foto com um calendário e o dia 20 de dezembro marcado, data estipulada inicialmente pelo clube para quitar os salários.
Na quarta, a dupla voltou a fazer uma tabelinha nas redes sociais. Capitão da equipe, Castan -que foi o primeiro a chegar na atividade da tarde no CT do Almirante- realizou uma postagem fazendo referência ao início da pré-temporada, mas deixou alguns "recados" que muitos interpretaram como diretos aos envolvidos.
Rossi, que está livre de contrato após rescindir com o Shenzhen FC, da China, respondeu pouco tempo depois o enaltecendo.
O atacante, aliás, segue com o futuro indefinido e, apesar de nutrir carinho pelo Vasco e sua torcida, está cada vez mais distante.
Ele não abre mão de receber os salários atrasados antes de uma renovação e tem boas propostas do Fluminense e, principalmente, do Ceará. Caso semelhante é o do meia Fredy Guarín, que só aceita abrir negociação para renovar caso tudo seja quitado. A dupla tem mantido a forma de maneira particular.
No penúltimo dia de 2019, o presidente do Vasco, Alexandre Campello, precisou ir ao Twitter explicar a frustrada tentativa de quitar os atrasados, alegando, como motivo, a regularização das penhoras e problemas na operação de captação de empréstimo.
Durante todo o segundo semestre do ano passado, o ex-técnico da equipe, Vanderlei Luxemburgo, afirmou diversas vezes que tinha a palavra da diretoria de que todos sairiam de férias com as pendências quitadas. Porém, o fim da temporada chegou, o treinador -que servia de porta-voz dos atletas- foi para o Palmeiras e a promessa não foi cumprida.
Apesar do clima de insatisfação, o elenco rechaçou os rumores de um possível boicote na reapresentação por conta dos débitos.
O Vasco ainda deve o salário de novembro, 13º e férias aos jogadores. Dezembro "extraoficialmente" ainda não conta como atraso por um acordo interno de ter o dia 20 como data-limite.
FOLHAPRESS
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