O senador Cid Gomes (PDT) apontou o tempo e o diálogo como caminhos para superar a divisão interna no PDT desde as eleições de 2022. "O tempo, já dizia Voltaire, é aquele que cura. Cura cicatrizes, cura ferida. Cura sentimentos, né? Então vamos esperar que o faça o seu o seu papel lenitivo", disse o senador, ao chegar à Assembleia Legislativa do Ceará para debate sobre a produção de hidrogênio verde.

Senador Cid Gomes em debate sobre hidrogênio verde na Assembleia Legislativa do Ceará
Em 2022, o PDT lançou Roberto Cláudio como candidato a governador, após
disputa interna contra a então governadora Izolda Cela, que pretendia concorrer à reeleição. A ala que defendia a
candidatura de Izolda, em grande parte, não apoiou Roberto Cláudio e aderiu à
candidatura do hoje governador Elmano de Freitas (PT). A articulação foi feita pelo hoje ministro da Educação
Camilo Santana (PT), que deixou o governo em abril do ano passado para
concorrer a senador, deixou Izolda no cargo e era o maior defensor da candidatura dela ao governo.
Cid não declarou apoio a nenhum candidato a governador. Apoiou
Camilo a senador e fez campanha para presidente para Ciro Gomes (PDT) — que
liderou a candidatura de Roberto Cláudio.
Passada a eleição,
a maioria dos líderes do PDT estadual defendeu a adesão ao
governo Elmano. Mas, o grupo de Roberto Cláudio tem mantido postura de oposição. Inclusive o prefeito de Fortaleza, José
Sarto (PDT), que tem sido repreendido por Cid por isso.
Questionado em
entrevista coletiva nesta sexta sobre o que haveria a fazer a respeito, além do
tempo, Cid apontou: "A disposição de diálogo, isso não me falta. E tem
muita gente. Hoje mesmo, por exemplo, eu recebi aqui três ou quatro, agora na
entrada, pessoas, lideranças importantes que estão dispostas a pavimentar um
clima de entendimento dos pensamentos".
O Povo












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