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Estudo aponta que Ceará tem estabilizado casos da covid-19 após isolamento, portanto continue em casa


Atualização de uma análise de dados do Instituto Ampla Pesquisa divulgada nesta sexta-feira, 27, aponta que medidas de isolamento social tomadas pelo governo Camilo Santana (PT) têm conseguido achatar curva de crescimento de casos da covid-19 no Ceará. No novo estudo, é mostrado que o Estado conseguiu estabilizar aumento da doença nos últimos três dias.


"Nota-se que a curva de crescimento está sendo suave", afirma o estudo. "Isso deve-se pelo conjunto de medidas da Organização Mundial da Saúde, do Governo e ao comportamento da população em acatar as regras de cuidados preventivos e isolamento social”, diz o documento, assinado pelo estatístico Nonato Castro e pelo diretor do Instituto, Agliberto Ribeiro.

“O número de casos vai aumentar, isso não tem jeito. Mas o que precisamos ver é se eles vão estourar, por isso é importante avaliar a velocidade de crescimento entre os dias”, destacou o estatístico durante a primeira etapa do estudo. A análise destaca que, desde o dia 22, o estado vem obtendo seguidas quedas no ritmo de progressão do vírus de um dia para o outro.

Em 20 de março, dia em que o governador determinou quarentena no Estado, o número de casos confirmados foi 283,33% maior do que o de 19 de março. Já em 22 de março, o número era apenas 148,81% maior do que no dia anterior, reduzindo para 131,2% e 112,8%, nos dias posteriores. “O que vemos é que a velocidade de novos casos tem caído”, diz Nonato.

Segundo Agliberto Ribeiro, diretor do Instituto Ampla, a análise “mostra claramente que o modus operandi do governador vem surtindo efeito. No início, muito se questionou sobre se de fato era o momento correto de fazer o isolamento. Mas a gente consegue provar, através desses dados, que a evolução da pandemia vem baixando a taxa de crescimento”.

O diretor destaca que, caso consiga controlar o surgimento de novos casos, o Estado terá mais chance de evitar histeria e pânico. “Se a população for para a rua novamente, ela pode colocar em risco todas as atitudes que foram tomadas até aqui. Não vão ser mais três ou quatro dias que vão fazer a economia colapsar”, diz.


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