Deputado do PSL diz que feminismo quer tirar direito da mulher ser elogiada

Um deputado estadual de Santa Catarina acendeu um debate sobre assédio nesta segunda-feira (13), após publicar em seu Facebook um texto onde afirma que campanhas contra assédio podem inibir pessoas de começar uma paquera ou dar um elogio.
Reprodução
Jessé Lopes publicou o texto como crítica a campanha contra o assédio à mulher “Não é Não “, que distribui adesivos com o slogan em blocos de carnavais em todo o país. O parlamentar caracteriza a campaha contra o assédio sexual como um dos “atos mais extremistas” do movimento feminista.
"Não sejamos hipócritas! Quem, seja homem ou mulher, não gosta de ser 'assediado(a)'?? Massageia o ego, mesmo que não se tenha interesse na pessoa que tomou a atitude".
“Hoje as pautas feministas visam [...] tirar direitos", escreveu. "Como, por exemplo, essa em questão, o direito da mulher poder ser 'assediada' (ser paquerada, procurada, elogiada...). Parece até inveja de mulheres frustradas por não serem assediadas nem em frente a uma construção civil", completou, dizendo que toda mulher sabe lidar com assédios.
"Toda mulher sabe lidar com assédio. Obviamente estou falando do assédio no sentido que o próprio movimento generaliza (dar em cima), e não de atos agressivos e perturbante", disse.
Diferença entre Assédio e Paquera
Mulheres também criam rede de apoio ao colar adesivos durante a folia - Akemi Nitahara/Agência Brasil
A porta-voz do "Não é Não" explicou em entrevista ao Universa a importância de se separar um comportamento de paquera de um de assédio. "A gente tem uma máxima: 'Depois do não, tudo é assedio'. Então, se incomodou, deixou sem graça, se a pessoa ficou desconfortável com qualquer comentário seu, isso é tido como assédio", explica.
Fonte:UOL
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