Bolsonaro anuncia um general para o Ministério da Defesa e decide manter Ministério do Trabalho

O presidente eleito, Jair Bolsonaro , anunciou nesta terça-feira, por meio de sua conta oficial no Twitter, que escolheu o general do Exército Fernando Azevedo e Silva para o cargo deministro da Defesa . Bolsonaro disse que primeiro convidou o comandante da Marinha, Almirante Eduardo Bacella, mas ele não aceitou.

O general indicado trabalha no Supremo Tribunal Federal (STF) como assessor do presidente da Corte, Dias Toffoli. Azevedo e Silva ficará com a vaga deixada pelo general Augusto Heleno, inicialmente cotado para a Defesa e posteriomente anunciado para ocupar o Gabinete de Segurança Institucional (GSI ).O futuro ministro da Defesa foi chefe do Estado-Maior até ir para a reserva, neste ano, e já atuou no Congresso, como assessor parlamentar do Exército. Também esteve à frente da Autoridade Pública Olímpica (APO), durante o governo de Dilma Rousseff (PT).
Ele é próximo de três generais do círculo de Bolsonaro: o vice-presidente Hamilton Mourão, Augusto Heleno e Oswaldo Ferreira (cotado para o Ministério da Infraestrutura). Durante a campanha, participou do grupo que ajudou a formular o plano de governo.
Azevedo e Silva tem ótima interlocução com parlamentares e com o Alto Comando do Exército . Veio dele o conselho para que Toffoli se posicionasse publicamente após a divulgação de um vídeo em que Eduardo Bolsonaro, filho do presidente eleito, falava sobre como fechar o STF com um cabo e um soldado . O episódio terminou com pedidos de desculpas feitos pelo pai e pelo filho e com uma nota em que o presidente do STF afirmava que "atacar o Poder Judiciário é atacar a democracia" .
O Globo.
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