Caminhoneiros já marcaram data para nova paralisação; saiba mais

Caminhoneiros já teriam definido a data para uma nova paralisação, em protesto contra o descumprimento do tabelamento mínimo dos fretes, definido pelo governo federal em maio deste ano, quando ocorreu a última grande paralisação. De acordo com a revista Veja, a greve deve acontecer no dia 22 de janeiro, dois dias depois da reunião que vai acontecer na Agência Nacional de Transportes Terrestres.
Entenda
Na semana passada, líderes da categoria afirmaram que estavam discutindo a possibilidade de parar novamente. Segundo eles, a falta de fiscalização do governo tem feito com que as empresas não cumpram a obrigatoriedade. “Estão todos [os caminhoneiros] revoltados. A questão do piso mínimo foi só uma jogada para parar a greve. Ninguém está cumprindo, e o governo não fiscaliza e tampouco multa”, contou Ivar Luiz Schmidt, representante do Comando Nacional do Transporte.

Em outubro, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) afirmou que a tabela estava vigente e que estava fiscalizando as empresas. “A agência tem intensificado as fiscalizações para o cumprimento dessa tabela em todo o Brasil, de acordo com a resolução nº 5.828, de 6 de setembro de 2018, que inclui a notificação aos responsáveis pelo não cumprimento dos pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas, instituídos pela resolução nº 5.820/2018”, Indica um comunicado. Os caminhoneiros dizem o contrário.

Bruno Tagliati, um dos líderes dos caminhoneiros no sul do país, afirma que a paralisação será pacífica e que a data foi escolhida por que esse seria o tempo necessário para discutir o tema. “Se nada for feito até o dia 22, vamos ter que parar. A orientação é que o caminhoneiro pare em casa ou em algum posto de parada na estrada. Que não interrompa o trânsito nas estradas”, explica.

Segundo ele, o descumprimento da tabela está prejudicando a categoria. “Pela primeira vez, vou ter que escolher neste fim de ano se pago as parcelas do pneu ou se faço ceia e compro presente de Natal para minhas filhas. A situação é assim com todo mundo, não sobra nada no fim do mês”, justifica.
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