Taxa de criminosos reincidentes chega a 77% no Ceará


Não são raros os casos de pessoas que são presas no Ceará e, quando o nome é consultado no sistema de verificação de antecedentes, lá aparece uma longa lista de delitos cometidos por essas mesmas pessoas. Segundo dados da secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, de janeiro a agosto deste ano 10.812 capturados pela polícia eram reincidentes.

A situação é tão grave que muitas vezes nem os próprios presos sabem dizer qual a situação deles perante à Justiça. O sistema de ressocialização demonstra falhas. Se os detentos fossem preparados para reinserção no convívio com a sociedade, novas tragédias poderiam ser evitadas.

De acordo com a juíza titular da 2ª Vara de Execução Penal de Fortaleza, Luciana Teixeira, a estimativa do índice de reincidência do Estado é de 70%. Segundo dados da secretaria da Segurança Pública, em abril de 2018, o índice chegou a alcançar 77,5%. 

Segundo o titular da pasta da Segurança Pública, André Costa, a cada quatro presos que são soltos, três reincidem. A proporção revela que mais da metade daqueles que infringiram a lei uma vez, voltaram a desafiar a Segurança Pública e o Poder Judiciário.

O secretário alerta que a taxa é alta e precisa ser reduzida, a partir de um trabalho conjunto. "Percebemos que por trás dessa taxa alta de pessoas que voltam a delinquir, está uma sensação de impunidade. Para não ter essa sensação é preciso que prendamos e que o trabalho seja continuado. Uma das questões é a audiência de custódia: Parte desses presos é liberada lá. Entendo que deveria ter um filtro, conforme a gravidade do crime, para alguns nem passarem por audiências de custódia", disse André Costa.
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