Em culto, Bolsonaro chora e promete ser pacificador

Neste domingo (4), o presidente eleito Jair Bolsonaro , acompanhado da mulher, Michelle, compareceu a um culto evangélico pela segunda vez desde a eleição. Em breve discurso na Igreja Batista Atitude, no Recreio, que Michelle frequenta, ele afirmou que pretende seguir os passos de Duque de Caxias, patrono do Exército Brasileiro , e ser um “pacificador”. O local já tinha sido visitado por ele no início da campanha eleitoral.

Na quarta-feira, Bolsonaro estivera na sede da Associação Vitória em Cristo, do pastor Silas Malafaia, que o apoiou na campanha. Pouco antes de pregar a união, Bolsonaro havia afirmado que foi eleito com “grande parte da mídia contra”, quando relembrava a trajetória que o alçou ao Palácio do Planalto.

— A partir do ano que vem, serei presidente de todos. Queremos, sim, seguir os passos de (Duque) de Caxias, o pacificador. Com alma livre, tendo Deus acima de todos, e buscar atender a todos que necessitam — disse, em discurso de pouco menos de cinco minutos.

Esta foi a segunda vez que Bolsonaro afirmou querer se espelhar em Duque de Caxias. O patrono do Exército brasileiro foi fundamental para manter a unidade do território nacional no  período regencial (1831-1840), após a abdicação de Pedro I. Porém, embora tenha recebido o epíteto de "pacificador", o militar atuou na repressão de revoltas populares que marcaram o país , como a Balaiada, no Maranhão, e a Cabanagem, no Norte do país.
  
Por Marco Grillo , n’O Globo.
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