Morre um dos maiores atacantes do Guarani e autor de gol antológico no Romeirão


Manoel foi um dos melhores atacantes do Guarani e, na foto, está com os braços sobre a criança (Foto: Arquivo/Agência Miséria).
O ex-atleta de Futebol, Manoel Silva ou “Manoel Roído”, que residia na Rua Doutor Diniz no centro de Juazeiro do Norte, morreu por volta das 14 horas desta quinta-feira na UTI do Hospital Regional do Cariri (HRC). No próximo domingo ele completaria exatos 65 anos de idade e era apontado com um dos maiores atacantes da história do Guarani. Inclusive, autor de um gol antológico que lhe valeu uma placa no estádio Romeirão.

No Campeonato Cearense de 1978 o Leão do Mercado recebeu o Fortaleza e venceu o Tricolor do Pici por 2 a 1. Foi exatamente o gol da vitória naquela noite que ficou gravado apenas na memória dos torcedores presentes ao estádio. Quando a bola foi erguida perto da grande área, Manoel deu um toque de calcanhar “chapelando” os dois zagueiros do Fortaleza e, sem deixá-la cair no gramado, apanhou do outro lado tocando para o fundo do gol.

Na segunda-feira Manoel passou mal e foi socorrido às pressas ao HRC, onde os médicos diagnosticaram um AVC (Acidente Vascular Cerebral). O ex-atleta ainda foi submetido a uma cirurgia, mas não resistiu e morreu na tarde de hoje. A história no futebol juazeirense, entretanto, não começou no Guarani. No final da década de 70 os dirigentes do Icasa, Francisco da Silva Lima e José Feijó de Sá, foram à Recife (PE) garimpar atletas juvenis que estavam estourando a idade no Santa Cruz.

Manoel assinou contrato profissional com o Verdão do Cariri, mas não demorou e, logo, foi levado pelo seu maior rival se transformando até em técnico do Guarani após encerrara a carreira. Numa relação dos melhores atacantes que passaram pelo Guarani feita por dirigentes leoninos consta o nome de Manoel juntamente com Índio, Evandro, Teteo, Feijão, Zé Negrinho e Wilson.

Era uma figura das mais extrovertidas, estava sempre bem humorado e rodeado de amigos. Foi daqueles que vem para Juazeiro, se apaixona pela cidade e decide nunca mais ir embora. Tornou-se funcionário público como um dos responsáveis pela fiscalização no Mercado Central, onde, também, só fez amizades. Por conta disso, ali mesmo e em um dos boxes decidiu colocar um bar bastante freqüentado por ex-atletas num ambiente de relembranças e muitas brincadeiras.
Site/Miséria/Por: Demontier Tenório.
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