As surpresas dessa eleição

A surpresa da campanha é Ciro Gomes. Ciro é bom de campanha, tem o que dizer, mas tem também o hábito de se exceder nos comentários e ficar no caminho. Agora está se controlando e pode até chegar ao segundo turno.

Outra surpresa: as pesquisas não se comportam como era esperado. Alckmin, com TV e tudo, comporta-se como um bom chuchu, Caso se livre da árvore a que está preso, cai, em vez de subir. Nem a TV pôde ajudá-lo: tem o horário gratuito, Bolsonaro tem o tempo todo. Bolsonaro, vítima de atentado, subiu pouco. Está bem na frente, mas já estava antes da facada. E quatro candidatos disputam o segundo lugar, embolados: Marina, Alckmin, Ciro e Haddad.

Mas é cedo para fazer previsões. Quantos eleitores de Lula irão para Haddad? Como os bolsonaristas vão reagir a sua ausência da campanha? Se Haddad subir e Bolsonaro cair, a quem irão os antiesquerdistas dar seu voto: Alckmin? Meirelles, tão sem sal quanto ele mas sem TV? Ciro, talvez – e quanto dos votos que o PT considera seus irão para Ciro e Marina? Serão suficientes para levá-los ao segundo turno?

Por Carlos Brickmann, no Blog do Magno Martins
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