» » Bolsonaro diz que Lula tem "carta no bolso" para ser solto

O pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) se disse preocupado com a possibilidade de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha "uma carta no bolso" para suspender seu cumprimento da pena no caso do tríplex do Guarujá (SP). Em palestra a militares no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (23), ele listou cenários nos quais Lula poderia deixar a prisão.

O ex-presidente foi condenado a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, desde o dia 7 de abril. Ele nega ter cometido os crimes.

"Eu me preocupo com o PT (Partido dos Trabalhadores). A gente nunca pode, como eu aprendi na minha carreira militar, negligenciar o opositor. E eu chamaria o PT não de opositor, mas de inimigo da pátria. Quem aceitou, na posição do Lula e do Zé Dirceu, passivamente ir para a cadeia tendo um paraíso na frente deles, que seria uma ida para Cuba, é claro que tem uma carta no bolso", declarou Bolsonaro.

Ele afirmou que a mudança na presidência do STF (Supremo Tribunal Federal) programada para ocorrer em setembro - com a saída de Cármen Lúcia e a entrada de Dias Toffoli - pode dar margem a uma nova discussão do entendimento de que sentenciados podem ir para a prisão após condenação em segunda instância. Em tese, um entendimento diferente poderia resultar na soltura de Lula.

Em um segundo cenário, Bolsonaro citou um esforço de parte do PT para negociar que partidos de esquerda e centro concedam um indulto ao presidente Lula se vencerem as eleições. Essa negociação ainda não avançou. Entre os candidatos que se posicionaram, Guilherme Boulos (PSOL) aderiu, mas Ciro Gomes (PDT) descartou a possibilidade.

"Quatro vices"
No evento desta segunda, Jair Bolsonaro, foi questionado se o nome de Janaína Paschoal (PSL), autora do pedido de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), como sua vice de chapa agregaria um novo perfil de eleitores à sua candidatura por ser mulher.

"Se a Janaína fosse homem também agregaria. Ela une o útil ao agradável. Eu não estou isolado. O [senador do PR] Magno Malta continua comigo, estava lá [na convenção do PSL no último domingo], o [general Augusto] Heleno continua comigo, estava lá. Se a Janaína disputar deputada estadual, que é a primeira ideia dela, ela vai consultar sua família porque teria que se deslocar para Brasília, se ela se candidatar a deputada estadual continuará conosco. Eu sou um felizardo, eu vou ter quatro vices".

Ele afirmou também que seria interessante a partidos médios e pequenos buscar uma coligação com o PSL para que consigam eleger mais parlamentares. Ele disse que o PSL negocia por exemplo com o PRTB, do general Antônio Hamilton Mourão, presidente do Clube Militar. Disse, porém, que mesmo se as negociações entre os partidos falharem, Mourão terá um ministério em seu eventual governo.

Após discursar para militares dos clubes da Aeronáutica, da Marinha e do Exército, ele disse que não apoiaria candidaturas de militares somente pelo fato de serem ligados às Forças Armadas.

Atualmente, 115 militares da reserva e da ativa das Forças Armadas pretendem concorrer a cargos nas eleições deste ano, segundo lista elaborada pelo general da reserva Roberto Peternelli (PSL). Eles pertencem a diferentes partidos, mas a maioria declara apoio a Bolsonaro. O deputado disse, porém que a princípio apoiará apenas candidaturas do PSL.

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