Depois de passar pela prisão, Eike Batista quer ser senador

O empresário Eike Batista já foi um dos homens mais ricos do planeta, com uma fortuna estimada em US$ 34,5 bilhões. Hoje tem o “modesto” patrimônio de R$ 116 milhões. O bilionário que virou milionário passou três meses na prisão no ano passado, está proibido de sair à noite, aos finais de semana e feriados, e ainda tem contas a acertar com a Justiça. Mas, além de recuperar o dinheiro perdido, o que Eike quer agora é entrar para a política. Nada de Câmara ou Assembleia Legislativa, ele sonha é com o Senado.

Em entrevista ao jornal O Globo, o empresário fundador do grupo EBX diz que já recebeu convite de partidos e que ainda não tomou a decisão porque avalia suas possibilidades.  “Tem muita gente que acha que eu posso contribuir. Não tenho nenhum impedimento judicial. Não fui sequer julgado em primeira instância”, disse. A Lei da Ficha Limpa só barra candidaturas de condenados a partir da segunda instância.

Na entrevista, Eike nega que esteja de olho no foro privilegiado proporcionado por uma cadeira no Senado. “Eu quero ajudar. Eu preciso me reinventar. Hoje, sou provavelmente a maior fake news do mundo. Ninguém sabe o que eu fiz pelo Brasil. Vou mostrar o que eu já fiz. Eu trouxe para o Brasil US$ 40 bilhões em investimentos. Eu vou ajudar a não deixar projetos desnecessários serem construídos”, afirmou.

No ano passado, Eike ficou preso de janeiro a abril. Passou para a prisão domiciliar graças a habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em outubro, a domiciliar foi convertida em recolhimento noturno. A prisão preventiva foi decretada pelo juiz Marcelo Bretas, que cuida da Lava Jato no Rio. Ele é acusado de ter pagado ilegalmente US$ 16,5 milhões ao ex-governador Sérgio Cabral (MDB), hoje preso em Curitiba. Em fevereiro de 2017 tornou-se réu por corrupção e lavagem de dinheiro. Além de ter de ficar recolhido em casa à noite, aos finais de semana e feriados, o empresário não pode sair do país e está proibido de manter contato com outros investigados.

Fonte: Congresso em Foco
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