Collor anuncia que vai concorrer à Presidência em 2018

Foto: Reprodução.
O ex-presidente e atual senador por Alagoas, Fernando Collor de Mello (PTC), anunciou, nesta sexta-feira (19), que é pré-candidato à Presidência da República em 2018. O anúncio foi feito em entrevista à rádio 96 FM, de Arapiraca (130 km de Maceió).
"Tenho uma vantagem em relação a alguns candidatos porque já presidi o país. Meu partido todos conhecem, sabem o modo como eu penso e ajo para atingir os objetivos que a população deseja para a melhoria de sua qualidade de vida", disse.
O comunicado da candidatura, porém, foi feito instantes antes, no final da manhã desta sexta, durante a instalação do diretório regional do PTC na cidade de Arapiraca. Ele anunciou ao pequeno grupo que o ouvia que tomou a decisão. "Eu digo a vocês que esse é momento dos mais especiais da minha vida pessoal e como homem público. Porque hoje a minha decisão foi tomada: sou, sim, pré-candidato à Presidência. Obrigado e vamos à vitória", disse, em breve discurso.
Collor já foi presidente do país entre 1990 e 1992, quando se tornou o primeiro chefe da República a sofrer impeachment. Em seu lugar assumiu o seu vice, Itamar Franco. 
Collor se filiou ao PTC em abril de 2016. O partido é uma nova versão do PRN. "Pesou na decisão a identidade programática e a relação histórica com dirigentes nacionais da legenda, como o presidente Daniel Tourinho. O partido, com o número 36, sucedeu o antigo PRN, sigla pela qual Collor elegeu-se presidente da República, em 1989", disse o senador, em nota à época. 

Em entrevista ao UOL em 2016, Collor falou sobre o seu processo impeachment e disse que só caiu da Presidência porque teve uma relação ruim com os parlamentares. "Um dos equívocos que cometi como presidente da República – potencializado pela caduquice, o anacronismo do sistema presidencialista a industrializar crises - foi o de ter tido com o Congresso Nacional uma relação inadequada", disse.

Uma das plataformas mais defendidas por Collor desde que foi eleito ao Senado, em 2006, é a adoção do parlamentarismo no país. "Eu cultivo a crença de que esse cenário político, sombrio e desacreditado, mudaria radicalmente com a adoção do parlamentarismo, que é uma forma eficiente e moderna de resgatarmos o relacionamento político para uma governança mais ágil, eficaz e dinâmica", afirmou na mesma entrevista em 2016.
Réu na Lava Jato
No entanto, em agosto do ano passado, a 2ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu abrir ação penal contra o senador, que se tornou réu em investigação aberta a partir da Operação Lava Jato.
O STF tornou Collor réu pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertencimento a organização criminosa. A PGR (Procuradoria-Geral da República) ainda havia denunciado o senador por outros dois crimes - obstrução da justiça e peculato -, mas estes não foram aceitos pelo STF.
Também se tornaram réus ao lado de Collor Luis Pereira Duarte de Amorim, administrador de empresas ligadas ao senador, e Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos, apontado como operador do senador pela Procuradoria.
Fonte: Portal Uol
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