» » Secretário fala na AL sobre a crise de água no Ceará

Deputado Zezinho Albuquerque, presidente da Assembleia, vai colocar em pauta, nos próximos dias, a discussão sobre a CPI do Narcotráfico ( FOTO: JOSÉ LEOMAR )
A partir desta quarta-feira, o presidente da Assembleia Legislativa cearense, Zezinho Albuquerque (PDT), abrirá o plenário do Legislativo para receber secretários do Governo Camilo Santana, com o intuito de esclarecerem as atividades realizadas por suas pastas. O primeiro a participar do encontro, hoje, será o secretário de Recursos Hídricos, Francisco Teixeira. A situação hídrica do Estado do Ceará está reclamando toda a atenção dos cearenses em razão da pouca água armazenada nos açudes que abastecem a população, principalmente a da Região Metropolitana de Fortaleza, no caso, os açudes Castanhão e Orós. O primeiro está praticamente seco, com menos de 5% de sua capacidade que é de 6 bilhões de metros cúbicos. Ele foi um dos que menos receberam água no último inverno.
A dependência das obras de Transposição de Águas do Rio São Francisco, para que o Estado possa ser beneficiado o quanto antes, também é preocupação para os cearenses. O recente corte no Orçamento do Ministério da Integração Nacional, responsável pela obra, pode se constituir numa nova ameaça de atraso à conclusão da Transposição, sem a qual, no início do próximo ano, parte dos cearenses poderá ficar sem água.
O atraso na conclusão das obras da Transposição tem mobilizado uma parte da Assembleia desde o primeiro semestre deste ano, quando foram conhecidos os problemas da licitação para o trecho final, após a desistência da construtora que estava executando aquela obra. Uma comissão da Assembleia, comandada pelo próprio presidente, chegou a ir a Brasília para tentar antecipar a disputa litigiosa entre empresas que participaram da licitação do trecho final.
Embora hoje seja o dia para os esclarecimentos do secretário de Recursos Hídricos sobre as providências para garantir água à população cearense, os deputados estão mesmo ansiosos quanto a ida à Assembleia do secretário de Segurança, André Costa, devido aos altos índices de violência registrados na gestão.
Projetos
O presidente Zezinho Albuquerque confirma a sua ida ao plenário da Assembleia, mas ainda não tem data definida. Contudo, ele afirmou que o secretário de Educação também prestará contas aos deputados.
"Esses debates são necessários, porque ainda temos grandes desafios em algumas áreas, como na Saúde, Educação e Segurança. Temos aqui problemas quanto a Transposição de Águas do Rio São Francisco, e eu defendo que a construtora que ganhou a licitação trabalhe 24 horas por dia, para que não tenhamos mais nenhum problema com risco de falta de água", disse o deputado.
Alguns projetos polêmicos devem ser apresentados nas próximas semanas na Assembleia, como alguns pedidos de empréstimos e prorrogação de outros. "Eu não atribuo a esses projetos alguma polêmica, mas eles são muito debatidos pelos deputados. Isso demonstra o quanto a Casa tem trabalhado".
Questionado sobre a matéria do Tribunal de Justiça tratando da extinção das comarcas, o parlamentar afirmou que esse será outro projeto a ser bastante discutido, inclusive, segundo informou, há uma equipe à disposição dos parlamentares da Assembleia para tirar qualquer dúvida sobre a matéria.
"Vou colocar em pauta a partir desta quarta-feira, e aí vai começar a tramitação". Na última segunda-feira, ele conversou novamente sobre a matéria com o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Gladyson Pontes. O projeto do Judiciário chegou ao Legislativo no início do mês de julho.
Investigação
Ainda na entrevista, o chefe do Poder Legislativo afirmou que na próxima reunião da Mesa Diretora da Assembleia, possivelmente ainda nesta semana, o tema da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico também será pautado, ressaltando que o colegiado poderá ser viabilizado para este mês ou ficar somente para setembro. Esta também tem sido uma pauta constante nos debates realizados na Casa, principalmente, por parte da oposição.
Alguns dos deputados que defendem a instalação da CPI do Narcotráfico só querem dela participar com a garantia de uma grande segurança pessoal e para seus familiares. Eles alegam o perigo pessoal e familiar tendo em vista a periculosidade dos possíveis investigados na prática da venda de drogas.
Além da segurança pessoal e dos familiares de quem possa participar da investigação, o presidente da Assembleia não esconde sua preocupação com a própria sede do Legislativo e dos demais deputados, visto a possibilidade de atentado e a incapacidade das forças de segurança de deter os narcotraficantes.

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