» » Novas regras do cartão de crédito: fique por dentro do que mudou!


Quem nunca lançou mão do cartão de crédito em um mês mais apertado ou parcelou uma comprinha mais substancial, uma viagem de férias ou aquele smartphone novo? O problema é que muita gente acaba se perdendo um pouco nas contas, acumulando parcelas e mais parcelas — e caindo no tal do crédito rotativo. Então, em pouco tempo, esse pessoal se vê com uma dívida nas mãos que, além de parecer não ter fim, não para de crescer.

No entanto, como você deve ter ouvido, as regras do rotativo foram alteradas e entraram em vigor agora no início de abril. Assim, a partir do mês de maio, as faturas já vão começar a apresentar as alterações propostas pelo Governo — e muitas pessoas não conseguiram entender direito como as modificações vão afetar suas contas. Se você é uma delas, não se preocupe, pois nós vamos explicar direitinho a razão de as regras terem sido mudadas e o que passa a valer a partir de agora. Confira:

O que é o crédito rotativo?
Para quem já ouviu falar sobre o termo crédito rotativo, mas não sabe muito bem o que ele significa, basicamente, ele é o bom e velho “pagamento mínimo da fatura”, aquela opção utilizada por clientes que não têm condições de quitar o valor total da fatura do cartão em determinado mês. Até o início de abril, o saldo que não havia sido liquidado ficava para a fatura do mês seguinte, sendo acrescentado à soma das demais compras e juros — e assim sucessivamente.

Com isso, se criava uma verdadeira bola de neve, pois, se o cliente já tinha tido dificuldades para pagar a conta anterior, a dívida se tornava gradualmente maior. E você já deve ter ouvido muitos casos de pessoas que acabaram utilizando o crédito rotativo indiscriminadamente e tiveram que dar um jeito de negociar seus débitos, certo?

Por que as mudanças foram propostas?
As alterações nas regras do crédito rotativo foram propostas justamente para ajudar a sanar a situação que explicamos acima, isto é, para evitar o superendividamento e reduzir a inadimplência. Para isso, a partir de agora, as normas para o pagamento mínimo da fatura são outras, e esse papo de acumular os saldos remanescentes de contas anteriores também acabou.

O que mudou?
A partir do início de maio, os clientes só poderão utilizar o crédito rotativo por um ciclo da fatura e terão que quitar no mês seguinte o saldo remanescente da fatura anterior. O pagamento mínimo passa ser composto pelo valor restante do mês anterior — caso ele exista —, mais os encargos do crédito rotativo, mais 15% sobre os gastos do mês, mais o montante de parcelas de financiamento de faturas anteriores, se houver algum.

No caso em que o cliente não consiga realizar ao menos o pagamento mínimo da fatura, os bancos ofertarão as soluções de parcelamento mais adequadas às condições de cada um.

E na prática?
Para você ter uma ideia melhor de como as coisas passarão a funcionar a partir de agora, de acordo com uma pesquisa mensal da Anefac — Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade —, as taxas de juros em fevereiro chegaram a 15,16%, o que equivale a cerca de 444% ao ano. Ademais, tem ainda a taxa média do crédito parcelado, que é de 8,3% ao mês.

Assim, alguém com uma fatura de R$1.000,00 que não conseguisse quitar o saldo veria o montante saltar para R$ 1.527,23 depois de três meses e para R$ 5.440,26 após 12 — isso considerando que a pessoa não tivesse novos gastos e não acumulasse nenhuma parcela de financiamento!

No entanto, seguindo as novas regras, considerando a mesma taxa de juros de 15,16% ao mês, ela incidirá sobre os primeiros 30 dias, enquanto os 8,3% continuarão incidindo sobre os meses restantes. Com isso, a mesma dívida de R$ 1.000,00 subiria para R$ 1.350,70 no primeiro trimestre e para R$ 2.768,31 em 12 meses — o que representa uma diferença de 11,6% nos três meses e 49,1% ao longo do ano.

Como fugir de possíveis dívidas?
Ninguém está dizendo que os cartões de crédito são supervilões, nem que eles devem ser aposentados. Mas não custa nada ser um pouco mais controlado e aprender a programar os gastos de acordo com a sua renda.

Nesse sentido, as instituições bancárias do nosso país oferecem várias ferramentas que podem ajudar bastante nessas horas. 

Fonte: Mega Curioso

Sobre Ivanildo Souza

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