» » Despedidas começaram um ano antes da morte de Belchior


Em 2016, Belchior comemorou 70 anos de vida e 40 anos do disco "Alucinação". A efervescência das efemérides provocou uma série de ações ao longo do ano passado, intencionais ou não, que, neste domingo, por ocasião da morte do cantor, voltam a emocionar quem as fez.

Em uma roda de conversa, surgiu a ideia de fazer do aniversário do designer Marcus Braga, na época do carnaval, uma homenagem ao cantor Antonio Carlos Belchior. Mas, o presente acabou sendo para a população toda, que ganhou, em 2016 e 2017, o bloco "Os Belchior".

"O aniversário era meu e da esposa de um amigo, a função nunca foi ganhar dinheiro e, sim, promover a diversão. Sempre batemos nessa tecla", completa. Aos 52 anos, ao longo da vida teve o prazer de ir a shows do cantor e ter a música dele presente em vários momentos de sua história. A favorita é difícil de escolher, porém "Como nossos pais" certamente é a primeira que vem a cabeça. "Ele sempre fez parte da minha vida, pelo conteúdo das letras, pelo recado dado para as gerações", acrescenta.

Diante da notícia do falecimento, a tristeza bateu ao peito e ele disse em poucas palavras. "Uma pena ele não ter voltado", afirma. O bloco vai continuar celebrando o cantor em 2018, no entanto uma ação fora de época irá acontecer para fazer uma homenagem extra pela morte repentina do cantor. A data ainda não foi marcada.  

"Eu sou apenas um fã que tentou fazer uma homenagem ao Belchior", pontua. Assim como ele, outros apareceram ao longo dos últimos anos para demonstrar a sua admiração pelo cantor. É o caso da música, ou melhor, do apelo musical escrito pelo cantor Diassis Martins, de 62 anos.

A composição foi feita no fim do ano passado, motivada pela saudade ao ver uma matéria na televisão sobre o cantor. "A minha mente implora/ Volta, Belchior/ Venha acalmar o coração de um fã", escreveu em uma das estrofes. 

Acompanhou de "Apenas um rapaz latino-americano" a "Medo de avião", passando por "Coração Selvagem", "Saia do meu caminho" e outras tantas músicas conhecidas de "cor e salteado" por milhares de brasileiros. "A gente sempre se reunia com os amigos e ficava ouvindo todas as músicas numa noite só", lembra Diassis.

Fora as canções, também teve contato com o próprio Belchior. Foram três ocasiões, a primeira foi a mais emblemática. "Eu estava sentado com uma amiga em uma mesa no Estoril. Ele se aproximou e puxou conversa. E eu pedi para ele se sentar. Naquela época (na década de 1980), eu já sabia quem era Belchior e não tinha como não reconhecer com aquele bigode dele", destaca com saudosismo. Muitos não tiveram essa oportunidade. São somente as músicas que servirão de ponte para o cantor, a partir de agora.

Fonte: Diário do Nordeste

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