» » Ceará tem pior prognóstico de chuvas entre os estados do Nordeste

Nova análise do Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) reforça as previsões nacionais de que a quadra chuvosa do Ceará terá precipitações abaixo da média histórica. Conforme o estudo, o Estado tem a pior situação no Nordeste. Diferentemente dos estados a Leste, que sofrem influência de outros sistemas pluviométricos, o Ceará depende essencialmente da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

“Os ventos alísios de sudeste estão mais fortes do que a média. Quando os ventos estão mais intensos, evapora mais água e a temperatura do mar cai. Durante março, abril e maio, a ZCIT procura região de águas mais quentes”, detalha o pesquisador do Centro de Previsões de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), Paulo Nobre. A instituição é ligada ao MCTIC.

O modelo descrito pelo especialista já havia sido identificado em janeiro e se intensificou no início deste mês, mais precisamente no último dia 3. “Demos mais duas semanas para ver alguns campos que poderiam se modificar e indicar uma condição de mais pluviometria. Eles não se alteraram”, cita.

Prognósticos
No fim de janeiro, o MCTIC divulgou que havia 40% de probabilidades de chuvas abaixo da média no Ceará, 35% na média e 25% acima da média. O prognóstico da Funceme, divulgado alguns dias antes, dava conta de que as chances de precipitações na média histórica eram de 40%, 30% de chances de ser abaixo e 30% de ser acima.

SAIBA MAIS
- Ontem, choveu em 11 municípios cearenses. Os dados foram extraídos às 15 horas, conforme divulgação da Funceme.

- A maior precipitação foi registrada em Martinópole, com 35 milímetros.

- No primeiro dia da quadra chuvosa, 1º de fevereiro, choveu em 92 dos 184 municípios cearenses. O volume médio registrado foi de 115 milímetros.

- A pré-estação cearense, referente aos meses de dezembro e janeiro, totalizaram um acumulado de 102,1 milímetros, enquanto a média histórica do período é de 130,3 milímetros.

- O volume dos reservatórios monitorados do Estado, ontem, era de 6,16%, conforme o Portal Hidrológico.

- 137 dos 153 reservatórios (89,5%) estão operando com menos de 30% da capacidade.

- 48 açudes estão com níveis no volume morto e outros 38 estão secos.

- Maior açude do Estado, o Castanhão — que abastece Fortaleza e Região Metropolitana — está com apenas 4,94% da capacidade.

Fonte: O Povo

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